Dial P for Popcorn: Janeiro 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

THE IMPOSSIBLE (2012)



Dois rascunhos apagados e terceira tentativa de vos falar sobre The Impossible. Não é fácil escrever que não fiquei particularmente tocado e que não embarquei na onda eufórica de emoção à volta deste filme. E porque o bom do nosso mundo é cada um ter a sua opinião, The Impossible não me entusiasmou. Mas é um filme interessante. Não o nego. E sei que na TVI (ou na SIC) vão esfregar as mãos de contentes por terem mais um filme para passar vezes sem conta no Natal, na Passagem de Ano e nos Domingos à tarde em que não se dedicam a estupidificar o povo português com bailarinas pimba e playbacks dos irmãos Carreira e da família Malhoa (e mesmo quando não estão nesta palhaçada, conseguem escolher os mais insignificantes filmes feitos nos últimos 30 anos, que repetem ano após ano).


É uma história de amor, coragem e persistência que nos faz sentir orgulhosos das capacidades do ser humano. Em situações limite, cada um consegue ir buscar uma força que julgava desconhecida e, no caso do Tsunami do Índico, a provação humana chegou aos seus limites. A coragem dos milhares que, feridos (física e emocionalmente) se ergueram dos escombros e lutaram pela vida e pela dignidade, recebeu com este filme uma meritória homenagem. Embora se centre na história de luta de uma jovem família que decide resistir à separação forçada pela Natureza, todos os que sofreram com esta tragédia, certamente se sentiram reconhecidos nas varias personagens deste filme.


Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor)  decidem viajar até à Tailândia para um Natal à beira do paradisíaco calor do mar Índico. Juntamente com os seus três filhos, desfrutam das maravilhas de uma estadia de sonho. São felizes. Ali e em qualquer do mundo. Até que o Oceano se revolta perante a felicidade idílica desta família. The Impossible retrata a história, verídica, da luta de cada um dos 5 elementos desta família, e da sua desesperada tentativa de se reunirem. Com dois dos actores mais subvalorizados do cinema (Naomi Watts e Ewan McGregor), The Impossible é uma receita de sucesso. E é fácil perceber o impacto que causou nas salas de cinema.

Nota Final: 
B (7/10)


Trailer:



Informação Adicional:
Realização:  Juan Antonio Bayona
Argumento: Sergio G. Sánchez e María Belón
Duração: 114 minutos
Ano: 2012

domingo, 27 de janeiro de 2013

Em Sundance começou a corrida aos Óscares de 2014


Há minutos foram revelados os vencedores da edição de 2013 do Festival de Sundance, certame que decorre nas planícies do Utah no princípio de cada ano e que se dedica especialmente a filmes alternativos, independentes, com o objectivo de lhes trazer maior visibilidade. 


Com "Fruitvale" de Ryan Coogler (adquirido dias após a sua exibição pela titã The Weinstein Company, peritos da corrida aos Óscares) a vencer não só o Grande Prémio do Júri - Drama (sucedendo a "Beasts of the Southern Wild" e juntando-se a vencedores ilustres deste troféu como "Winter's Bone" ou "Precious") como o Prémio da Audiência - Drama (sucedendo a "The Sessions", sendo que "Precious" também venceu este prémio no seu ano), parece-me que temos aqui o primeiro candidato à corrida aos Óscares de 2014. Protagonizado por Michael B. Jordan ("Parenthood", "The Wire", "Friday Night Lights") e Octavia Spencer (vencedora do Óscar por "The Help"), "Fruitvale" conta a história verídica das últimas horas de vida de Oscar Grant.


Tendo em conta as críticas (vão clicando e vendo, se quiserem: Indiewire; Shadow and Act; Twitch; The Hollywood Reporter; Collider; Thompson on Hollywood) não me restam grandes dúvidas: contem com este filme para os prémios de fim de ano (até Tom Rothman o disse na entrega do prémio do júri). 

De Sundance fico com vários outros filmes na retina para acompanhar ao longo do ano (de "Prince Avalanche" de David Gordon Green a "The Spectacular Now") e, essencialmente, com esta senhora (não me importam as críticas, estou morto por ver):



Os restantes vencedores AQUI.

A Angústia do Blogger Cinéfilo: Vencedor


Depois de mais uma estupenda partida - a derradeira, a Final - disputada para o torneio interblogues "A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Pénalti", que assim finda a sua 2ª edição, a formação do Dial P For Popcorn sai vencedora perante a fortíssima equipa do Caminho Largo, por 26-17, num jogo que mais uma vez bateu recorde de assistência.


Num dia inspirado, as defesas saíram bem a Soderbergh (que ainda assim fez uma exibição oscilante, permitindo mais golos que o costume), enquanto a defesa composta por Leigh-Resnais-Haneke-von Trier mostrou a solidez e solidariedade do costume. No ataque, Paul Thomas Anderson esteve particularmente criativo, com Almodovar e Gilliam a superarem-se e a corresponderem, municiando um Todd Haynes com instinto assassino (pelo menos hoje). Fincher e Kiarostami arrumaram a casa e assim contiveram as acções de Scorsese, Lynch, Kusturica e Tarantino, mais habituados a ter liberdade. A equipa do Caminho Largo mereceu ainda assim fortes aplausos do público, como que em reconhecimento do magnífico trabalho ao longo do torneio e mesmo durante o jogo, mais que equilibrando forças com o DPFP FC. Um pouco mais de sorte e levariam o troféu para casa e seria no belíssimo espaço do Jorge Teixeira que a terceira edição desta competição decorreria.


Aproveitamos com isto para informar que, em virtude do triunfo nesta segunda edição, é no Dial P For Popcorn que recai a honra de organizar a terceira edição do certame, onde esperamos ver regressados todos os participantes deste ano - A Sombra do Elefante, CINEdrio, Rick's Cinema, Keyzer Soze's Place, Shut Up and Watch the Movies, O Narrador Subjectivo e Caminho Largo - para vingar a "derrota". Muitos parabéns a todos eles, adversários de muitíssimo valor. Também deixar agradecimento à hospitalidade e generosidade do Luís Mendonça, que mais uma vez organizou um divertido e interessante torneio, com regras em relação à 1ª edição que poderão ter revitalizado mais ainda a competição, ao obrigar os competidores a recorrer a realizadores vivos, mais recentes, mais reconhecíveis do público. 


Um último obrigado a todos os que votaram: a vitória é vossa.

Resta-me relembrar que o torneio ainda não terminou; falta procedermos à votação do onze ideal da competição e para isso também precisamos dos vossos votos! Mais novidades serão anunciadas no CINEdrio por isso vão passando por lá.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Se eu puder escolher...


Podem ser estes os três números a serem entoados nos Óscares deste ano? Já que já se limitaram na escolha só com "Dreamgirls", "Chicago" e "Les Misérables"... (sim porque a década não teve mais nenhum musical de renome - o que será que são "Moulin Rouge!", "Hedwig and the Angry Inch", "Nine", "Once", "Walk the Line", "Ray", "Les Chansons d'Amour", "Hairspray", "Dancer in the Dark", "Mamma Mia!", entre outros?). Enfim. Já sei que vamos levar com "All that Jazz", "Listen" (tudo para ter a Beyoncé a cantar ao vivo) e "I Dreamed a Dream". Já não chega a foleirada que é terem a Adele lá para cantar "Skyfall" (falta de respeito aos outros nomeados - podiam-na pôr ao menos a cantar um medley de músicas do James Bond, pagava para ouvir a rendição dela da "Diamonds are Forever").




O terceiro só no YouTube: AQUI (mas é bastante óbvio)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

7 de Abril regressa...


A melhor série da televisão. E não, não é 'Breaking Bad'.


A Angústia do Blogger Cinéfilo: Grande Final


Depois da aventura que foram aqueles renhidos quartos-de-final contra o Keyzer Soze's Place, vencidos no prolongamento (com um resultado esclarecedor, mas enganador), eis que voltamos a ter mais do mesmo na meia-final vencida, por uma unha, à fantástica equipa do Shut Up and Watch the Movies, do amigo Projeccionista. Foi de novo um resultado enganador (27-13) e de novo um recorde de votos. 

Estamos então na final. Queria desde logo endereçar felicitações aos dois adversários que ficaram pelo caminho, dois excelentes competidores que para mim tinham todo o mérito de ter chegado ao final. Agradecer ainda ao CINEdrio pela acolhedora forma como organizou a 2ª edição deste torneio e que deixa em apuros quem irá ter que tomar as rédeas no próximo ano, para organizar uma edição do mesmo nível.

A final disputa-se entre a nossa equipa do Dial P For Popcorn e a poderosa equipa do Caminho Largo e mais uma vez o DPFP FC não parte como favorito, uma vez que esta equipa tombou o gigante CINEdrio, organizador do evento, e o Rick's Cinema, também outro grande favorito. Contudo, o DPFP FC adora um desafio e como tal estamos prontos para a luta. Num gesto de fair play, desejamos ao Caminho Largo boa sorte no confronto - que já decorre. E, claro, que vença o melhor.

Se pretenderem saber mais do torneio podem fazê-lo aqui e para um voto informado têm a descrição detalhada da equipa e da táctica tanto do Dial P For Popcorn (aqui) como a do Caminho Largo (aqui) para ler.

Grande Final: 
(a preto) Dial P for Popcorn vs. Caminho Largo (a azul)

Miyazaki. Yimou, Polanski, Cronenberg, Kar-Wai. Uma defesa de sonho, que qualquer clube gostaria de ter. Criativos e sólidos, inteligentes e fortes. De uma enorme experiência e competência, com variados sucessos. Da nossa parte, ao defrontar estes titãs, só esperamos que Almodovar, Gilliam, Paul Thomas Anderson e Haynes estejam em dia inspirado. A magia tem que aparecer, até porque aquele meio-campo seguríssimo com Eastwood, Herzog e Scorcese, senhores com muita chama  e pinta, promete fazer do simples acto de chegar à defesa algo difícil.  

A fraqueza do adversário, se existir, estará possivelmente no ataque, que precisa da inspiração das suas individualidades para fazer mossa. E pelo que se tem visto, a forma de Lynch, Kusturica e Tarantino tem deixado a desejar. Pelo contrário, Haneke, von Trier, Leigh e Resnais estão claramente no seu pico de forma e a sua longevidade poderá ser crucial nesta batalha no nosso meio-campo defensivo. 

Pede-se ainda a Soderbergh que tenha um dia bom, porque terá que ser ele a segurar as pontas se a equipa quebrar. Prevejo que o jogo vá depender do que faça o meio-campo de cada uma das equipas e, claro, do comportamento defensivo das duas duplas. Será certamente um jogo intenso, um jogo que entreterá e desafiará seguramente os talentos dos treinadores Ozu e Buñuel e neste confronto em particular, tendo em conta o jogo explosivo que promete ser, Luis Buñuel irá sobressair mais as suas capacidades de motivação e inspirará os jogadores - esperemos - a superarem-se.

Por tudo isto, e mais uma vez, não se esqueçam de votar aqui (barra lateral esquerda) ou directamente aqui. As votações terminam amanhã, por isso votem com afinco e rapidez.

[Trailer] INSIDE LLEWYN DAVIS, dos irmãos Coen


Foi hoje divulgado o primeiro trailer do novo filme dos Irmãos Coen. Chama-se Inside Llewyn Davis e é baseado no livro de memórias de Dave Van Ronk "The Mayor of MacDougal Street". Conta com a participação de Oscar Isaac (no papel de Llewyn Davis), Carey Mulligan, Justin Timberlake, Garrett Hedlund, John Goodman, F. Murray Abraham e Adam Driver. Deverá ter estreia mundial na edição de 2013 do Festival de Cannes.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

MOONRISE KINGDOM (2012)



Ando há semanas para vos falar de Moonrise Kingdom. Mas a falta de tempo para, com calma e prazer, vos escrever sobre este delicioso filme, têm afastado esta crítica do Dial P for Popcorn. A mais recente referência que o Jorge fez ao filme aqui no blogue foi o empurrão que me faltava. Em primeiro lugar, dispo-me de fanatismos e créditos, e como humilde espectador de cinema, digo-vos que Moonrise Kingdom foi o primeiro filme de Wes Anderson que tive o prazer de ver. Não tinha noção do pedaço de génio que este rapaz é, confesso. Mas com Moonrise Kingdom, conseguiu convencer-me. Wes Anderson é grande. E daqui a uns anos vai ser enorme. E, com sorte, no final da sua carreira, vai ser imortal.


Começa pela forma como utiliza câmara de filmar. A fotografia de Moonrise Kingdom é uma delícia. Indescritível, charmosa, elegante. A característica do filme que mais me empolgou. Um argumento muito bem escrito, que se percebe, foi tranquilamente amadurecido, conta-nos uma história de um amor proibido, quando a tenra idade ainda justifica actos impulsivos e inconsequentes. A paixão obsessiva que une estes dois jovens é a força motriz de toda a acção. Sam é um rapaz ostracizado pelo seu grupo de escuteiros, que se apaixona por Suzy ao primeiro olhar. Suzy, uma rapariga incompreendida dentro de uma família disforme, aceita o convite de Sam e, juntos, decidem partir para, longe de complexos, julgamentos e preconceitos, viverem de forma intensa o amor que os une.


Nesta história de amor, Wes Anderson consegue colocar Bruce Willis e a Edward Norton em personagens que, não sendo de uma exigência técnica extrema, conseguem ser marcantes nas suas longas carreiras. E percebe-se facilmente a influência do realizador na forma harmoniosa como as suas personagens encaixam no elenco infantil. Moonrise Kingdom é um presente que Wes Anderson embrulha com requinte antes de o entregar ao espectador. Tem o potencial para se transformar, dentro de alguns anos, numa obra de culto. Aceitam apostas?

Nota Final:
A-


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Wes Anderson
Argumento: Wes Anderson
Ano: 2012
Duração: 94 minutos

sábado, 19 de janeiro de 2013

THE PAPERBOY (2012)



Estreou em Portugal na última semana de 2012, depois de uma muito badalada estreia mundial na edição de 2012 do Festival de Cannes. The Paperboy, com o brilhante título português "Um Rapaz do Sul", é fogo de vista. Uma capa. Um conjunto de nomes que luzem, mas que não são ouro. Mas tudo isto se explica se olharmos para o homem que decidiu pegar e adaptar o bem sucedido livro de Peter Dexter. Ele mesmo, Lee Daniels, o homem por detrás daquela nódoa negra do cinema chamada Precious. The Paperboy não é tão mau quanto o foi Precious (fazer pior seria crime), mas é dos filmes mais insípidos e incompetentes de 2012.


Paperboy é um filme sobre uma amarga história de amor. Fiquei com curiosidade de pegar no livro, pois acredito que, por detrás deste mau filme, está um livro com conteúdo e interesse. Ward (Matthew McConaughey) é jornalista do Miami Times e decide investigar o assassínio de um famoso polícia na sua terra natal. Determinado a provar a inocência de Hillary Van Wetter (John Cusack), o seu regresso a casa coloca Charlotte Bless (Nicole Kidman) na vida de Jack (Zac Efron), o seu irreverente irmão mais novo, que rapidamente se envolve na investigação de Ward para se aproximar desta mulher fatal.


A história é interessante e, até, rebuscada. Trabalho de Peter Dexter, só. Os erros de Lee Daniels começam logo pela escolha do protagonista. Zac Efron não passa de um azeitolas de olhos azuis. E se o objectivo era fazer dele um b-side de Robert Pattinson (demonstrar que, também Zac, é mais do que um sex symbol das miúdas apaixonadas por posters de parede), mais valia ter ficado quieto. Foi mau para ele. Foi mau para Zac Efron. E foi péssimo para Nicole Kidman, que se viu enrolada no meio desta confusão de ideias e intenções, pior que uma barata tonta, a desfilar vestidos XXS e perucas ressequidas. Salva-se um homem, no meio deste naufrágio. John Cusack. Um papel interessantíssimo enquanto vilão (surpreendentemente bom, inesperadamente refrescante), que traz qualidade, intensidade e acção, a um filme que se arrasta forçado ao longo de todas as cenas. Há ainda um satisfatório Matthew McConaughey (do qual não sou especial adepto) e uma banda sonora consistente e apropriada. E é tudo.



Nota Final: 
C-


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Lee Daniels
Argumento: Peter Dexter
Duração: 107 minutos
Ano: 2012

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Finalmente, voltamos a ter música nos Óscares!



Bem sei que devia pôr uma foto do elenco mas a Anne merece tudo. 


Agora que já está confirmado que o elenco de "Les Misérables" (incluindo Hathaway, Redmayne, Tveit, Jackman e Seyfried) irá cantar uma das músicas colectivas ("One Day More", "Do You Hear The People Sing" são as possibilidades veiculadas) na gala dos Óscares e que o rumor de que Adele irá participar do tributo ao 50º aniversário de James Bond, interpretando a sua "Skyfall", será que era muito pedir que deixassem os nomeados a música original - além de Adele, claro está - cantarem na cerimónia ao vivo?


Gostava de ver o que fariam para fazer de "Pi's Lullaby" mais mexido... Ia dar numa espécie de "Jai Ho", aposto. Ainda me lembro - com medo - da gala de 2008...


Vocês não estão bem a ver...




O quanto eu gosto deste filme. Tanto quanto o Shut Up and Watch the Movies e o Serious Film, aparentemente. Consultem os dois links para verem o quão especial e precioso este novo filme do Wes Anderson é. Se houvesse justiça, tinha conseguido mais do que a mísera nomeação a Argumento Original que teve. Quem olha para aquele filme e não lhe dá logo nomeações a Guarda-Roupa, Produção Artística e Banda Sonora é porque não percebe nada. Tenho dito.


Quando começar a revelar os meus nomeados a melhores do ano - os DAFA 2012 - esperem ver por lá este filmaço.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SUITS - The hit series returns



Porque sabemos que existem, entre os nossos leitores, fervorosos adeptos desta série, não podíamos deixar de vos avisar que é já na próxima quinta-feira que SUITS regressa à televisão americana com o primeiro de seis novos episódios, para o muito aguardado final da 2.ª Temporada.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ainda os Globos de Ouro



e


e


e


e nomeados inesperados nas categorias de Telefilme ou Minissérie...


e Amy Poehler a cantar "I Dreamed a Dream"...



Mais momentos relembrados no Close-Up, para quem quiser espreitar. Vale a pena!

Os Globos imitam os críticos e premiam Argo e Affleck




Acaba de terminar há poucos minutos a 70ª cerimónia dos Globos de Ouro, transmitida na NBC e apresentada pelas fabulosas Tina Fey e Amy Poehler. Uma cerimónia mais divertida e leve que anos anteriores e que andou a passo rápido, com momentos geniais com cameos de Fey e Poehler nas categorias de Actor e Actriz em Telefilme ou Minissérie (e mais tarde agarradas a Clooney e Jennifer Lopez), com um high-five de Adele e Daniel Craig, com Quentin Tarantino a cuspir bebida, com Glenn Close a fazer-se de bêbeda, com a inigualável (e inesperada) carantonha de Tommy Lee Jones (que entretanto já se tornou viral pelas redes sociais), com a fantástica apresentação de Will Ferrell e Kristen Wiig e com o extraordinário e surpreendente discurso de Jodie Foster, bastante pertinente acerca de fama e privacidade que terminou com uma saudosa despedida de Foster que, de troféu erguido, grita "a mais cinquenta anos!".

A história principal a reter da cerimónia, contudo, é que o romance entre a película de Ben Affleck e as premiações deste ano continua, com "Argo" a sair com os troféus de Melhor Filme - Drama e Melhor Realizador da cerimónia. De resto, houve distribuição equitatária dos prémios de cinema: "Lincoln" leva para casa o troféu de Melhor Actor - Drama (Day-Lewis), "Zero Dark Thirty" o de Melhor Actriz (Chastain), "Les Misérables" venceu Melhor Filme - Comédia/Musical, Anne Hathaway é a Melhor Actriz Secundária e Hugh Jackman recebeu o prémio de Melhor Actor, Jennifer Lawrence ("Silver Linings Playbook") trouxe consigo o Globo para Melhor Actriz - Comédia/Musical e Tarantino e o seu "Django Unchained" conseguiram dois prémios, Melhor Argumento e Melhor Actor Secundário (Christoph Waltz). 

A categoria de Melhor Actor Secundário está-se a tornar especialmente curiosa a um mês dos Óscares, com vencedores diferentes, o que é refrescante se tivermos em conta que há precisamente um mês atrás diríamos que o prémio iria de caras para Tommy Lee Jones. Outra categoria confusa de decifrar é a de Melhor Filme Animado, com os favoritos "Frankenweenie" e "Wreck-it Ralph" (vencedor do Critics' Choice na quinta) a ver "Brave" ficar com o troféu. Uma escolha muito pouco usada - e mais uma vez pouco consensual. "Amour" ganha o seu milésimo prémio (não menos merecido) de Melhor Filme Estrangeiro. E Adele junta aos seus inúmeros prémios de música o Globo de Ouro. Virá o Óscar a seguir?

Nas categorias de televisão, o affair com "Homeland" vai continuando a pulsar forte (três vitórias, Série, Actriz e Actor - Drama) e a HFPA parece ter ficado também encantada com a nova coqueluche da televisão, Lena Dunham, que traz para casa dois prémios (Actriz e Série - Comédia/Musical). "Game Change" também teve uma boa noite, com Julianne Moore a ganhar Melhor Actriz - Telefilme ou Minissérie, Ed Harris a ganhar Melhor Actor Secundário e o telefilme a ganhar a categoria principal. Don Cheadle ("House of Lies") vence Melhor Actor - Comédia/Musical e Maggie Smith recebe mais um prémio de Melhor Actriz Secundária pela sua condessa de "Downton Abbey". 

A lista completa de vencedores abaixo:

CINEMA

Melhor Filme - Drama
"Argo"

Melhor Actor - Drama
Daniel Day-Lewis, "Lincoln"

Melhor Actriz - Drama
Jessica Chastain, "Zero Dark Thirty"

Melhor Filme - Comédia/Musical
"Les Misérables"

Melhor Actor - Comédia/Musical
Hugh Jackman, "Les Misérables"

Melhor Actriz - Comédia/Musical
Jennifer Lawrence, "Silver Linings Playbook"

Melhor Actor Secundário
Christoph Waltz, "Django Unchained"

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway, "Les Misérables"

Melhor Argumento
Quentin Tarantino - "Django Unchained"

Melhor Realizador
Ben Affleck - "Argo"

Melhor Canção Original
"Skyfall" - "Skyfall"

Melhor Banda Sonora
Mychael Danna - "Life of Pi"

TELEVISÃO

Melhor Série - Drama
"Homeland"

Melhor Actor - Drama
Damien Lewis, "Homeland"

Melhor Actriz - Drama
Claire Danes, "Homeland"

Melhor Série - Comédia/Musical
"Girls"

Melhor Actor - Comédia/Musical
Don Cheadle, "House of Lies"

Melhor Actriz - Comédia/Musical
Lena Dunham, "Girls"

Melhor Telefilme ou Minissérie
"Game Change"

Melhor Actor - Telefilme ou Minissérie
Kevin Costner, "Hatfields & McCoys"

Melhor Actriz - Telefilme ou Minissérie
Julianne Moore, "Game Change"

Melhor Actor Secundário
Ed Harris, "Game Change"

Melhor Actriz Secundária
Maggie Smith, "Downton Abbey"

domingo, 13 de janeiro de 2013

A Angústia do Blogger Cinéfilo - Meias-Finais


Pois é, caros leitores, com a vossa ajuda o nosso DPFP FC conseguiu ultrapassar os quartos-de-final, num jogo renhido, muito bem disputado com a valorosa equipa do Keyzer Soze's Place (que eu acreditaria que nos ia arrumar para canto) e que foi preciso levar a tempo extra para decidir o vencedor (24-13). A todos os que votaram, o nosso obrigado, até porque tornaram este jogo no encontro mais participado (votado) da história do torneio. E muito obrigado ao Keyzer Soze's Place, porque foi um adversário exemplar.

Contudo, não podemos continuar a celebrar pois há um jogo das meias-finais já a decorrer. O DPFP FC foi sorteado contra a equipa do amigo Shut Up and Watch the Movies, que derrotou a equipa do Sombra de Elefante na ronda anterior. O outro confronto vai ser disputado entre a equipa da casa, o CINEdrio FC, e o Caminho Largo. Estão ambos os confrontos a voto no local do costume, onde além de votar poderão ler sobre como decorreram os quartos-de-final - aqui. Para ler mais sobre o torneio, é aqui.

Se só pretender votar no nosso jogo, dirija-se aqui e coloque o seu voto.

2.º confronto: Dial P for Popcorn (a preto) vs. Shut Up and Watch the Movies (a azul)



Falemos então do nosso confronto. Luis Buñuel está preocupado, pois não vê no adversário muitas fraquezas. A eficiência de Woody Allen e de Scorsese é exemplar (embora a sua taxa de sucesso nunca seja de fiar), a capacidade de surpreender de Coppola, De Palma, Gondry e Anderson é indubitável, a dupla dos irmãos Coen na defesa confere estabilidade e solidez e Chan-Wook Park e To dão um toque asiático às alas, onde com o seu imenso talento e versatilidade prometem fazer estragos. E por fim Kaurismaki. Não vai ser fácil fazer-lhe golos. Não há uma estrela que ofusque as outras, mas é uma equipa muito competente capaz de arrasar qualquer adversário. O DPFP FC vai ter de estar no seu melhor para bater este adversário. Vai precisar de um dia bom de Haynes, Almodovar e Gilliam. Vai precisar que Fincher e Kiarostami estejam no seu máximo. Vai requer um Paul Thomas Anderson mágico. E uma defesa de aço. Resnais e Leigh não podem facilitar. E Soderbergh vai ter mesmo que se aprontar. 

Será, sem dúvida, mais um grande encontro a disputar. Para saberem mais sobre a equipa e as escolhas do "Shut Up and Watch the Movies" podem dirigir-se a este link. Para saberem mais sobre a equipa do DPFP, é fazê-lo aqui.

A votação termina dia 18, próxima sexta-feira. Esperamos que participe na votação, mesmo que não nos dê o seu voto.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Critics' Choice não se importam com os Óscares e dão a Ben Affleck os seus dois prémios principais



Na cerimónia que acaba de terminar dos Critics' Choice Movie Awards 2013, entrega de prémios a cargo da Broadcast Film Critics Association e o primeiro grande precursor dos Óscares, a crítica não foi de modas e entregou a "Argo" e a Ben Affleck os seus dois principais troféus, de Melhor Filme e Melhor Realizador. 

Outra das grandes surpresas da noite foi a vitória de Jessica Chastain em Melhor Actriz, tendo em conta que Jennifer Lawrence até então já tinha vencido três prémios (Actriz Comédia, Actriz Acção e Elenco). "Silver Linings Playbook", com quatro prémios, também sai de cabeça erguida da cerimónia, bem como "Lincoln", que apesar de não ter vencido nem Realizador nem Filme, conquistou o troféu de Melhor Actor (Day-Lewis), Melhor Banda Sonora para o inimitável John Williams e Melhor Argumento Adaptado para Tony Kushner. O prémio de Melhor Argumento Original foi para Tarantino ("Django Unchained").

A recepção não foi a mais calorosa para a vitória de "Wreck-it Ralph" na categoria de Animação, ao contrário do entusiasmo gerado pela vitória de "Amour" (a juntar às cinco nomeações aos Óscares, Haneke deverá estar a ter um dos melhores dias de sempre). Anne Hathaway ("Les Misérables") confirmou a vitória em Melhor Actriz Secundária (não há aqui surpresa, os Critics' Choice sempre gostaram dela, tendo-lhe dado o troféu também em 2008 por "Rachel Getting Married"; os Globos serão o teste de fogo), sendo acompanhada na outra categoria secundária por Philip Seymour Hoffman ("The Master"). Será que vamos ter mais do mesmo domingo e nos Óscares? Duvido que Tommy Lee Jones e Robert deNiro deixem. 

Nas restantes categorias, "Zero Dark Thirty" vence o troféu de Melhor Edição, "Anna Karenina" fica com os prémios de Guarda-Roupa e Direcção Artística, "Cloud Atlas" com o de Maquilhagem e "Life of Pi" com os de Fotografia e Efeitos Visuais. "Skyfall" de Adele começa aqui a amealhar prémios também, levando para casa Melhor Canção Original.

Abaixo ficam todos os vencedores da cerimónia:

Melhor Filme
Argo

Melhor Actor
Daniel Day-Lewis - "Lincoln"

Melhor Actriz
Jessica Chastain - "Zero Dark Thirty"

Melhor Actor Secundário
Philip Seymour Hoffman – “The Master”

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway – “Les Misérables”

Melhor Interpretação Jovem
Quvenzhané Wallis – “Beasts of the Southern Wild”

Melhor Elenco
Silver Linings Playbook

Melhor Realizador
Ben Affleck - "Argo"

Melhor Argumento Original
Quentin Tarantino – “Django Unchained”

Melhor Argumento Adaptado
Tony Kushner – “Lincoln”

Melhor Fotografia
Claudio Miranda - "Life of Pi"

Melhor Direcção Artística
Anna Karenina

Melhor Edição (Montagem)
Zero Dark Thirty

Melhor Guarda-Roupa
Anna Karenina

Melhor Maquilhagem
Cloud Atlas

Melhores Efeitos Visuais
Life of Pi

Melhor Banda Sonora
John Williams - Lincoln

Melhor Música Original
"Skyfall" - Skyfall

Melhor Filme Animado
Wreck-It Ralph

Melhor Filme Estrangeiro
Amour

Melhor Filme - Acção
Skyfall

Melhor Actor - Acção
Daniel Craig – “Skyfall”

Melhor Actriz - Acção
Jennifer Lawrence – “The Hunger Games”

Melhor Filme - Comédia
Silver Linings Playbook

Melhor Actor - Comédia
Bradley Cooper - "Silver Linings Playbook"

Melhor Actriz - Comédia
Jennifer Lawrence - "Silver Linings Playbook"

Melhor Filme - Horror ou Ficção Científica
Looper

Melhor Documentário
Searching For Sugar Man

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os nomeados aos Óscares 2013




Melhor Filme
Silver Linings Playbook
Zero Dark Thirty
Les Misérables
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Amour
Beasts of the Southern Wild
Argo



Melhor Realizador
Steven Spielberg, Lincoln
Ang Lee, Life of Pi
David O. Russell, Silver Linings Playbook
Michael Haneke, Amour
Benh Zeitlin, Beasts of the Southern Wild


Melhor Actor
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Joaquin Phoenix, The Master
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Misérables
Denzel Washington, Flight


Melhor Actriz
Jessica Chastain, Zero Dark Thirty
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Emmanuelle Riva, Amour
Naomi Watts, The Impossible
Quvenzhané Wallis, Beasts of the Southern Wild


Melhor Actor Secundário
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Alan Arkin, Argo
Robert De Niro, Silver Linings Playbook
Christoph Waltz, Django Unchained


Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway, Les Misérables
Sally Field, Lincoln
Amy Adams, The Master
Helen Hunt, The Sessions
Jacki Weaver, Silver Linings Playbook


Melhor Argumento Original
Zero Dark Thirty
Flight
Django Unchained
Moonrise Kingdom
Amour


Melhor Argumento Adaptado
Lincoln
Argo
Silver Linings Playbook
Beasts of the Southern Wild
Life of Pi


Melhor Filme Animado
Frankenweenie
ParaNorman
Brave
Wreck-it Ralph
Pirates! Band of Misfits


Melhor Filme Estrangeiro
Amour (Áustria)
Rebelle (Canadá)
A Royal Affair (Dinamarca)
No (Chile)
Kon-Tiki (Noruega)


Melhor Maquilhagem e Cabelo
Hitchcock
Les Misérables
The Hobbit: An Unexpected Journey


Melhor Guarda-Roupa
Anna Karenina
Les Misérables
Lincoln
Mirror Mirror
Snow White and the Huntsman


Melhor Fotografia
Life of Pi
Lincoln
Skyfall
Anna Karenina
Django Unchained


Melhor Produção Artística
Les Misérables
Anna Karenina
Lincoln
Life of Pi
The Hobbit: An Unexpected Journey

Melhores Efeitos Visuais
The Avengers
The Hobbit
Life of Pi
Prometheus
Snow White and the Huntsman

Melhor Edição (Montagem)
Argo
Life of Pi
Silver Linings Playbook
Zero Dark Thirty
Lincoln


Melhor Banda Sonora 
Lincoln
Life of Pi
Skyfall
Anna Karenina
Argo


Melhor Música Original
"Skyfall", Skyfall
"Suddenly", Les Misérables
"Before My Time", Chasing Ice
"Everybody Needs a Best Friend", Ted
"Pi's Lullaby", Life of Pi


Melhor Efeitos de Som (Edição Som)
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Skyfall
Zero Dark Thirty


Melhor Mistura de Som
The Avengers
Les Misérables
The Dark Knight Rises
Skyfall
Life of Pi


Melhor Documentário
How to Survive a Plague
Searching for a Sugar Man
The Gatekeepers
The Invisible War
5 Broken Cameras


Melhor Curta Animada
Paperman
Maggie Simpson in The Longest Daycare
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head Over Heels


Melhor Curta, Documentário
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption
Inocente
King's Point


Melhor Curta, Live-Action
Curfew
Death of a Shadow
Henry
9meter
Asad
Buzkashi Boys

Previsões Óscares - finais (a 2h das nomeações)


E é mesmo!

Peço desculpa pelo atraso, mas quando as acabei ontem já estava demasiado cansado para as vir cá colocar. Cá ficam, de qualquer forma. Deixo o aviso: se vos parecerem demasiado absurdas, é porque se  calhar são. Nesta altura, a percentagem de acerto pouco me importa. O que importa é acertar nas coisas que mais ninguém adivinha. Essa é que é a piada do jogo.

Dentro de 2h, Emma Stone e Seth MacFarlane anunciarão os nomeados de 2012

Melhor Filme
"Argo"
"Lincoln"
"Zero Dark Thirty"
"Silver Linings Playbook"
"Les Misérables"
"Life of Pi"
"Django Unchained"
Estou a prever sete - até dez diria:
"The Master"
"Beasts of the Southern Wild"
"Amour"
Alternativa: "Moonrise Kingdom"

São os dez títulos que mais têm aparecido em listas. Adicionei o "Amour" porque tenho um pressentimento que se sairá bem com a Academia.

Melhor Realizador
Steven Spielberg, "Lincoln"
Ben Affleck, "Argo"
Kathryn Bigelow, "Zero Dark Thirty"
Ang Lee, "Life of Pi"
Tom Hooper, "Les Misérables"
Alternativa: Paul Thomas Anderson, "The Master"

No final, para mim, só os três primeiros estão seguros. Consigo ver perfeitamente O'Russell, Haneke, Paul Thomas Anderson, entre outros, a roubar um dos dois últimos lugares. Contudo, não serão as minhas duas escolhas as melhores apostas? 

Melhor Actor
Daniel Day-Lewis, "Lincoln"
Denzel Washington, "Flight"
Hugh Jackman, "Les Misérables"
Bradley Cooper, "Silver Linings Playbook"
Joaquin Phoenix, "The Master"
Alternativa: John Hawkes, "The Sessions"

Cooper tem aparecido mais do que eu esperava e como todos sabemos Hollywood adora coroar uma nova história de sucesso. Hawkes vinha sendo previsto desde Sundance e embora eu ainda ache que é plausível ele surgir aqui arrumando com Phoenix, se formos a ver, quem é que vai garantir mais votos #1? A seguir a Day-Lewis e Jackman, não será Phoenix? E se aparecer outro quinto nomeado (à la BAFTA ontem, que sacaram um Ben Affleck da cartola)? Tudo é possível.

Melhor Actriz
Jennifer Lawrence, "Silver Linings Playbook"
Jessica Chastain, "Zero Dark Thirty"
Naomi Watts, "The Impossible"
Marion Cotillard, "Rust and Bone"
Helen Mirren, "Hitchcock"
Alternativa: Emmanuelle Riva, "Amour"

Não consigo ver segurança na nomeação da Naomi, ao contrário da maioria da blogosfera. No entanto, se for nomeada, não vos parece que o buzz em torno da performance a pode levar mesmo a ganhar? A somar ao SAG, Globo e BAFTA que a actriz conseguiu, parece... segura? Bem, enfim. Cotillard parece também mais garantida que Riva, Wallis ou Weisz mas não conseguem facilmente visualizar uma situação em que ela não apareça? Hmm. E o que fazer de Helen Mirren... Eu gostava de ser ambicioso e arriscar Riva mas sem virtualmente nenhum precursor à excepção do prémio de críticos de Los Angeles e com Helen Mirren a fazer de Helen Mirren (coisa que a Academia dificilmente resiste) tenho dificuldade em encaixá-la nos nomeados. Não vos parece que neste tipo de anos que a Academia tem fracos nomeados são os anos que a Academia mais inventa (tipo Helen Mirren em 2009, Judi Dench em 2006)? Pois. Vai a Helen, sonho com a Riva.

Melhor Actor Secundário
Tommy Lee Jones, "Lincoln"
Philip Seymour Hoffman, "The Master"
Alan Arkin, "Argo"
Robert deNiro, "Silver Linings Playbook"
Christoph Waltz, "Django Unchained"
Alternativa: Javier Bardem, "Skyfall"

Eu ainda não acredito que a categoria solidificou em torno destes quatro (Jones, Hoffman, deNiro, Arkin), mas assim é. Redmayne, Waltz, DiCaprio, McConaughey, quem será o último? E se viesse um John Goodman, um Bryan Cranston ou outro assim que ninguém esperasse? Seria interessante. Acredito que DiCaprio ou Waltz consigam votos suficientes para conseguir o último lugar. Tendo em conta que Waltz é protagonista, aparece o filme todo mas é considerado secundário e recicla a interpretação de "Basterds", diria que é mais óbvio para mim vê-lo nomeado. Um grande ponto de interrogação: Javier Bardem, "Skyfall".

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway, "Les Misérables"
Sally Field, "Lincoln"
Helen Hunt, "The Sessions"
Maggie Smith, "The Best Exotic Marigold Hotel"
Amy Adams, "The Master"
Alternativa: Nicole Kidman, "The Paperboy"

Aqui reside o meu principal problema. Amy Adams. Como a tirar? Como não a deixar? Ela entrou e saiu da lista dos precursores, por troca com Nicole Kidman e Judi Dench. Mas alguém imagina que uma destas interpretações seja nomeada pela Academia acima de Adams ou Smith? Smith já preenche o requisito 'old Dame we love to love' por isso Dench não ganha pontos aí. "Skyfall" ainda lhe retira pontos extra porque a Academia não gosta de James Bond. Kidman é fácil de explicar a hesitação: QUANTOS na Academia é que se vão atrever a ver "The Paperboy"? Se muitos, ela é garantidamente nomeada. Mas é preciso ser vista. Outras incógnitas que podem abanar a corrida: Jacki Weaver. Jennifer Ehle. Samantha Barks. Terão poder? Duvido. Mas cá fica o aviso. 

Melhor Argumento Original
"Zero Dark Thirty"
"Amour"
"Django Unchained"
"Moonrise Kingdom"
"Looper"
Alternativa: "The Master"

Melhor Argumento Adaptado
"Lincoln"
"Argo"
"Silver Linings Playbook"
"Life of Pi"
"Beasts of the Southern Wild"
Alternativa: "The Perks of Being a Wallflower"

Porque muitas vezes estas categorias renunciam ao óbvio e fazem umas escolhas surpreendentes.

Melhor Filme Animado
"Brave"
"Frankenweenie"
"Wreck-it Ralph"
"ParaNorman"
"Le Tableau"
Alternativa: "Rabbi's Cat"

Há sempre um falhanço high profile nesta categoria todos os anos e entre "ParaNorman" e "Rise of the Guardians" um cederá (talvez não), porque um dos cinco lugares disponíveis costuma ir para uma preciosidade estrangeira (os dois com mais buzz são estes e entre os dois parece-me que "Le Tableau" soa melhor).

Melhor Filme Estrangeiro
"Amour"
"The Intouchables"
"No"
"A Royal Affair"
"War Witch"
Alternativa: "Beyond the Hills"

Zero confiança que "Beyond the Hills" ou "Sister" cheguem aos cinco finalistas. Não sei explicar, parte disto é a ridícula capacidade de selecção da Academia nesta categoria. Parte disto é o facto que nenhum dos filmes se enquadra tipicamente no estilo de filmes nomeados nesta categoria ao longo dos anos. Por isso é que apesar de parecem o mais óbvio, coloquei no seu lugar "War Witch" (filmes com base africana tendem a sair-se bem). "No" também me parece muito duvidoso mas o que colocar em seu lugar? Um dos filmes desastre ao dispor? Hmm. Ter Gael Garcia Bernal dá visibilidade e por isso confio que arranque uma nomeação.

Melhor Maquilhagem e Cabelo
"Lincoln"
"The Hobbit"
"Les Misérables"
Alternativa: "Hitchcock"

Parece-me o mais sensato.

Melhor Guarda-Roupa
"Anna Karenina"
"Les Misérables"
"Lincoln"
"Django Unchained"
"A Royal Affair"
Alternativa: "Mirror, Mirror"

A nomeação póstuma para "Mirror Mirror" vai-me custar o acerto nesta categoria, está-me a parecer. Mas não é verdade que a Academia nunca resiste nesta categoria à realeza? Pois bem. Só se "Snow White" ou "Mirror, Mirror" for considerado nesse parâmetro. All in na minha aposta em "A Royal Affair". Esta é das poucas categorias da Academia em que não há problemas em nomear filmes estrangeiros.

Melhor Fotografia
"Lincoln"
"Life of Pi"
"Skyfall"
"Les Misérables"
"Zero Dark Thirty"
Alternativa: "The Master"

Kaminski, Miranda e Deakins parecem-me seguros. Aposta de última hora, troca entre "The Master" e "Zero Dark Thirty". A minha lógica por detrás desta decisão foi a seguinte: se Cohen consegue ser nomeado por "The King's Speech", não será para ele fácil ser nomeado por "Les Misérables"? E porque não Seamus McGarvey? Gostava de ter ponderado melhor.

Melhor Produção Artística
"Anna Karenina"
"Les Misérables"
"Lincoln"
"Django Unchained"
"The Hobbit"
Alternativa: "Life of Pi"

Ainda acredito que "Life of Pi" possa aparecer e roubar a nomeação a qualquer um dos cinco. O mesmo digo de "Skyfall".

Melhores Efeitos Visuais
"Life of Pi"
"The Hobbit"
"Prometheus"
"The Avengers"
"The Dark Knight Rises"
Alternativa: "Skyfall"

Exclusão de partes.

Melhor Edição (Montagem):
"Argo"
"Lincoln"
"Life of Pi"
"Zero Dark Thirty"
"Les Misérables"
Alternativa: "Skyfall"

Talvez demasiado sonhador com a aposta em "Les Misérables" mas enfim. Normalmente esta categoria é para os melhores filmes do ano.

Melhor Banda Sonora
"Argo"
"Life of Pi"
"Lincoln"
"Anna Karenina"
"Beasts of the Southern Wild"
Alternativa: Johnny Greenwood, "The Master"

Tantas indecisões, com oito candidatos a cinco poleiros (a juntar a estes seis, "Cloud Atlas" e "Brave"). No fim, fui com o coração: como é possível alguém da Academia ver "Beasts" e não pensar que a música é o melhor do filme - que por si só é muito bom? Se não for "Beasts", recompensarão Greenwood pelo roubo em 2007? Se não for Greenwood, será "Cloud Atlas" - irá Tom Twyker conseguir uma nomeação ao Óscar nesta categoria? Tantas indecisões.

Melhor Música Original
Suddenly, "Les Misérables"
Skyfall, "Skyfall"
Learn Me Right, "Brave"
Ancora Qui, "Django Unchained"
Still Alive, "Paul Williams: Still Alive"
Alternativa: Touch the Sky, "Brave"

Nem comento. Além das duas primeiras, tudo pode acontecer.

Melhores Efeitos Som (Edição Som)
"Zero Dark Thirty"
"The Dark Knight Rises"
"Skyfall"
"The Avengers"
"Life of Pi"
Alternativa: "The Hobbit"

Melhor Mistura de Som
"Zero Dark Thirty"
"Skyfall"
"The Dark Knight Rises
"The Avengers"
"Les Misérables"
Alternativa: "Life of Pi"

Melhor Documentário
"Searching for Sugarman"
"The Gatekeepers"
"How to Survive a Plague"
"The Invisible War"
"The Imposter"
Alternativa: "Chasing Ice"

Melhor Curta Animada
"Paperman
"Adam and Dog"
"The Eagleman Stag"
"Combustile"
"Head over Heels"
Alternativa: "Dripped"

Melhor Curta, Documentário
"Paraiso"
"Inocente"
"Education of Mohammad Hussein"
"Open Heart"
"Redemption"
Alternativa: "Mondays at Racine"

Melhor Curta, Live Action
"Curfew"
"Death of a Shadow"
"Buzasky Boys"
"A Fabrica"
"Henry"
Alternativa: "Salar"


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Angústia do Blogger Cinéfilo: Quartos-de-Final


Lamento não ter colocado cá este artigo mais cedo, pois provavelmente estaremos a perder por uma abada o duelo dos quartos-de-final que nos coube, contra um dos gigantes da blogosfera e desta segunda edição do torneio interblogues do CINEdrio "A Angústia do Blogger Cinéfilo no Momento do Pénalti".

O DIAL P FOR POPCORN FC foi sorteado contra a valente equipa do KEYZER SOZE'S PLACE (aqui fica o texto que apresenta a sua equipa e aqui o artigo do 'adversário' a publicitar este nosso confronto).

As votações encerram dia 11 de Janeiro (sexta-feira) e até lá esperamos ainda contar com os votos dos nossos seguidores para podermos conseguir uma inesperada e valorosa remontada e darmos a volta ao resultado! Para isso terão que ir AQUI e votar no 4º confronto. Já agora, aproveitem para ler sobre o torneio (AQUI) e descobrir as equipas (clicando em cada um dos blogues está o artigo que apresenta as respectivas equipas; são todos excelentes blogues e todos dignos de merecer o seu voto).

Abaixo ficam as nossas equipas:


Conseguirá a parceria Haynes - Almodovar - Gilliam fazer estragos à estupenda defensiva montada pelo adversário com Morris, Nichols, Scorcese e Resnais? Ou temos mais confiança que o nosso Resnais e Leigh resolvam as investidas de Refn e Padilha? Quem gerirá melhor os tempos do meio campo, Friedkin ou Kiarostami? Noé melhor trinco para segurar Paul Thomas Anderson ou, pelo contrário, Fincher encherá o campo e aguentará bem com Stone e Chan-wook Park? Soderbergh ou Panahi? Quem parará mais bolas? Um encontro que promete. 

Contamos com o seu voto. 



Dia 16 faz 1 ano. Domingo há mais.


É por este tipo de ambiente que os Globos ganham aos Óscares em popularidade. Domingo, dia 13 temos mais. Quem vai acompanhar os Globos de Ouro este ano?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

LES MISÉRABLES (2012)


Sem grandes problemas em afirmar-vos que este é um dos melhores filmes de 2013 (a ocupar um lugar de destaque nos meus 5 favoritos), Les Misérables surpreendeu-me a todos os níveis. Como habitualmente, fui para a sala de cinema apenas com as imagens do portentoso trailer de divulgação (sem críticas, sem opiniões pré-concebidas, sem preconceitos), num filme que tinha tudo para ser um tiro nos dois pés de Tom Hooper, uma tentativa falhada de fazer algo de grandioso e memorável. No entanto, tal como aconteceu com The King's Speech, Tom Hooper foi capaz de me provar que é um realizador a ter em conta, com um estilo muito próprio e um arrojo nos seus projectos (com um profundo sentimento histórico) que merecem o meu crédito e admiração.


Mas isto é apenas o princípio de um filme que, não tenho dúvida, ficará para a história. O musical é sempre um filme com algum risco. Nem sempre as massas aderem bem (na minha sala, como certamente em todas as salas deste país, saíram pessoas ao fim da primeira meia hora de filme), torna-se mais difícil acompanhar a dinâmica da história, quase sem interrupções ou tempo mortos e é, mais do que em qualquer outro género, completamente dependente da qualidade dos actores. E aqui começa o princípio do sucesso de Les Misérables. Um elenco escolhido com critério, que corresponde às expectativas e às exigências do argumento. Em especial, Hugh Jackman. Deixem-me que vos fale dele. Com os primeiros 15 minutos de filme, pagou o dinheiro do meu bilhete. E, mais do que isso, convenceu-me de que merecia um reconhecimento pelo fantástico trabalho de representação que emprega durante os 157 minutos de filme. É a grande estrela do filme, é a personagem à volta da qual cresce toda a história. Não existisse um Daniel Day-Lewis a representar um dos maiores heróis dos Estados Unidos, em Lincoln de Spielberg, e eu não teria dúvidas (apesar da permanente capacidade da Academia em premiar mediocridade), que o Oscar de 2013 para Melhor Actor Principal seria de Hugh Jackman. Mesmo que não vença, Hugh Jackman prova, em Les Misérables, que é provavelmente o mais versátil actor de actualidade. Nunca o sonhei na pele de Jean Valjean, mas depois de ver o filme, não imagino nenhum outro actor para ocupar este poderosíssimo personagem.


Mas há mais, muito mais. Poderia ocupar vários parágrafos a falar-vos de tudo o que de extraordinário tem esta história, mas quero (exijo) que o façam numa sala de cinema. Para além de Hugh Jackman, Les Misérables tem Russell Crowe, Anne Hathaway, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Eddie Redmayne, Amanda Seyfried, Samantha Barks e Aaron Tveit. E há uma banda-sonora que se ouve vezes sem conta, interpretada directamente para o espectador, sem efeitos sonoros ou adornos em estúdio, sem masterização, num esforço de representação que merece respeito e admiração. Vai ser um dos filmes mais vistos do ano (uma semana depois da sua estreia, a sala de cinema continuava cheia) e um dos mais premiados nas cerimónias que aí vêm. A mim não me deixou dúvidas. Vai ser um dos meus favoritos de 2012.

Nota Final: 
A-

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por uma definição justa de pirataria



A pirataria é um mal que paira sobre a Humanidade. Todas as semanas, navios de praticamente todas as nacionalidades correm grandes riscos de serem abordados por piratas somalis nos Mares Arábico e Índico. Enquanto isso é um atentado à integridade física de pessoas e um roubo de produtos físicos - e a também antiga contrafacção de artigos coloca em risco a vida ou a saúde das pessoas - os governos e entidades mais ou menos oficiais preocupam-se principalmente com um tipo de pirataria bem mais ofensivo ou perigoso: a democratização do conhecimento cultural, através da partilha de conteúdos digitais.

Os conteúdos digitais foram uma invenção da indústria. Dando variedade de formatos e portabilidade, tencionavam vender mais, mais depressa e com maior lucro. E tal como no tempo dos gravadores de VHS, os consumidores contornaram as regras. Se há vinte anos as revistas apoiavam o consumidor fornecendo capas e códigos para gravar à hora certa, agora são os próprios fornecedores de serviços televisivos a permitir a gravação e visionamento posterior com um mínimo de esforço. E isso é legal porque, apesar de os fabricantes de conteúdo não gostarem, como são empresas que o fazem pagam impostos, continua a ser negócio. Os consumidores agradecem o serviço prestado. Vender DVD contrafeitos é ilegal. Porque nesse cenário não ganha quem faz o conteúdo, nem quem o vende paga impostos sobre o seu trabalho. O consumidor agradece pagar menos do que por um bilhete de cinema ou uma cópia oficial e, como os tempos estão difíceis, já sente que é justo cortar numa despesa “supérflua” como é o entretenimento.

Disponibilizar conteúdos online equivale ao anterior porque, atingindo determinada escala, começa a arrecadar quantias consideráveis de dinheiro com a publicidade. E se quem os coloca online não estiver a ter lucro, nem a roubar a ninguém? Esse era o caso do blog My One Thousand Movies. Os três mil filmes que tinha eram clássicos que não se encontram à venda nem passam na televisão. Pretendiam dar a conhecer o património cinematográfico da humanidade. Serviam para descobrir cineastas esquecidos e obras de culto, mas com pouca resolução para que ninguém se sentisse tentado a ficar com essa versão em vez de se dedicar a procurar no mercado convencional de importação uma versão melhor. Outra vantagem é que no My One Thousand Movies todos os filmes tinham legendas em português ou numa língua mais ou menos compreensível. Na importação não.

Dia 16 foi fechado pela Google sem qualquer aviso por incentivo à pirataria. Estamos a falar de filmes quase impossíveis de encontrar no mercado, que em nada rivalizavam com a versão comprada, se existisse uma, e que tinham no máximo uma centena de downloads provenientes de todo o mundo, não apenas de Portugal. O que o My One Thousand Movies fazia era complementar (ou substituir) a missão da deficiente televisão pública de educar cinéfilos. Muitos bloggers recorreram a este repositório para rever um título acarinhado, ou, a partir do filme e da pequena resenha que o acompanhava, fazerem publicações com as quais muitas outras centenas de pessoas ficaram com vontade de descobrir um cinema marginal e esquecido. Isto não é pirataria, é serviço público, e é preciso (re)definir o enquadramento legal adequado.

Se alguém errou no meio disto tudo foram as distribuidoras que não viram interesse em comercializar os filmes. Ninguém o pode ver porque não compensa comprar os direitos e fabricar para pouca gente? Sugeríamos que houvesse um videoclube online no qual, por um valor simbólico, se pudesse ver o filme contribuindo para a distribuidora. A distribuidora não teria encargos com a manufactura de cópias físicas que ficariam a ocupar espaço em armazém. Os consumidores exigentes encontrariam o que queriam imediatamente sem remexer em caixotes de promoções nas superfícies comerciais. Os retalhistas não estão interessados em ter uma cópia única de milhares de filmes que poderão nunca vir a comercializar, mas estariam interessados em vender cartões pré-pagos de acesso a esse serviço, como fazem para as consolas. Se o preço fosse suficientemente baixo toda a gente poderia espreitar e talvez descobrir algo único. Enquanto este tipo de serviço não existir, estaremos sempre dependentes da boa vontade, dedicação e cultura de pessoas como o autor do MOTM. Mesmo que achem que isso vai contra a lei. De todos nós, obrigado. 

Signatários
Ana Sofia Santos Cine31 / Girl on Film
André Marques Blockusters
António Tavares de Figueiredo Matinée Portuense
Armindo Paulo Ferreira Ecos Imprevistos
David Martins Cine31
Eduardo Luís Rodrigues EddyR Corner
Francisco Rocha My Two Thousand Movies
Gabriel Martins Alternative Prison
Inês Moreira Santos Hoje Vi(vi) um filme / Espalha-Factos
Jorge Rodrigues Dial P for Popcorn
Jorge Teixeira Caminho Largo
Luís Mendonça CINEdrio
Manuel Reis Cenas Aleatórias / TV Dependente
Miguel Reis Cinema Notebook
Miguel Lourenço Pereira Cinema
Nuno Reis Antestreia
Pedro Afonso Laxante Cultural
Rita Santos Not a Film Critic
Samuel Andrade Keyzer Soze's Place / O Síndroma do Vinagre
Victor Afonso O Homem que Sabia Demasiado

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

MERLIN - SEASON FINALE




Terminou, com o final da quinta temporada, a história de Merlin. A mais bem sucedida adaptação desta imortal lenda, sai do grande ecrã no momento certo, quando a série corria o risco de atingir um ingrato período de saturação, que não merecia e que nunca procurou. Com um episódio final que acabou por saber a pouco, Merlin teve contudo uma despedida digna e emocionante. Era o meu guilty pleasure televisivo. Veremos quem ocupará o seu lugar.